Tema: Como o voto pode ser usado para efetivação da cidadania?

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema "Como o voto pode ser usado para efetivação da cidadania?", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto I
cidadania: substantivo feminino
- qualidade ou condição de cidadão.
- JURÍDICO (TERMO) condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política.
Definições de Oxford Languages
Texto II

Texto III
Autor: José Carlos Robaldo
Na realidade, o voto é mais do que um direito, é um compromisso de cidadania. Ele é um caminho de mão dupla. O compromisso do eleitor, como cidadão, é o de ser criterioso na sua escolha. Ele não está escolhendo este ou aquele por ser mais simpático, ser seu amigo, porque tem um aparente bom discurso. O eleitor tem o poder-dever de escolher o candidato que tenha sob todos os aspectos o melhor preparo para administrar a coisa pública, ou seja, o interesse público. O denominado voto consciente traduz, com clareza, a ideia desta assertiva. Nesta perspectiva - a linha correta, a nosso ver -, o direito de escolha por parte do eleitor é um direito ou compromisso vinculado. Vinculado com o bom retorno ao interesse da sociedade. O que significa, em última análise, que, embora o eleitor tenha o direito de escolha, obrigatoriamente, ele tem que ser cuidadoso, pois está escolhendo alguém para gerir o interesse meu, seu, nosso, ou seja, da sociedade como um todo. O que lhe impõe o poder-dever de escolher bem.
Em qualquer eleição, a ponderação deve estar presente. No pleito que se avizinha, em que serão escolhidos além do mandatário mor (presidente do país), também governadores, deputados federais e um terço do senado federal, o cuidado na escolha deve ser ainda maior. É hora de manter o que está dando certo (se é que existe!) e renovar o que não vem correspondendo. É hora da depuração. Ou, como diria, é hora da revolução, em que o voto é a melhor e mais poderosa e eficiente arma que a democracia nos colocou à disposição. Basta saber usá-la.
Ora, nessa linha, é obrigação do eleitor analisar, antes de tudo, o contexto histórico do candidato; a seguir, suas propostas, sobretudo suas consistências e viabilidades. O candidato que coloca em suas propostas o compromisso de ser honesto, já deve ser excluído de plano pelo eleitor, pois esta qualidade deve ser intrínseca (ou ao menos deveria ser) a qualquer postulante de administrador da coisa pública. Eliminação por excesso de hipocrisia.
É necessário que o eleitor avalie, com critério, o contexto histórico de cada candidato em dois aspectos, concomitantemente. De um lado quanto à sua competência: a sua capacidade para gerir a coisa pública, isto é, o interesse da sociedade, ou seja, se tem perfil para um bom gestor. De outro, a sua honorabilidade. Estes dois aspectos são requisitos essenciais para uma boa escolha. Um não exclui o outro. Aliás, um complementa o outro.
Quanto ao histórico, no que diz respeito à probidade do candidato, o eleitor deve ficar muito atento quanto à denominada "Ficha Limpa". Candidato com "Ficha Suja", que é um conceito puramente formal, já é excluído de plano pela Justiça Eleitoral. Logo, candidato com esta mácula não é submetido à votação pelo eleitor, salvo quando pendente de recurso judicial. Ocorre, todavia, que muitos candidatos, conquanto do conhecimento público que são useiros e vezeiros em falcatruas, formalmente não aparecem no rol dos "Fichas Sujas". Como se diz popularmente, "o povo sabe que é ficha suja, menos a justiça". É o velho confronto entre o formal e o substancial/material. No formal está tudo certo, mas, na realidade, não está.
O eleitor deve se orientar pelo seu conhecimento quanto ao candidato. Ninguém melhor do que o próprio eleitor para saber se o candidato é confiável ou não. A imprensa, sobretudo a séria, exerce um excelente papel para se avaliar o candidato. Não basta o candidato ser correto, honesto, tem que aparentar ser. Candidato que tem uma retaguarda de apoio político e financeiro composta por pessoas de comportamentos suspeitos ou duvidosos já deve ser excluído pelo eleitor. Mesmo porque, conhecemos muito bem o velho ditado popular: "diga-me com quem tu andas e te direi quem és".
Eleitor, não esqueça, uma coisa é aparência, o discurso; outra, bem diversa, é a realidade.
O eleitor, mais do que nunca, deve ter "o olho vivo e o faro fino", pois estará no dia 05.10.2014 decidindo (ou iniciando a decisão) sobre o interesse da Nação, em seus dois níveis (Federal e Estadual), para os próximos quatro anos. Sua poderosa arma é o voto consciente. Basta usá-la bem.
Disponível em: https://joserobaldo.jusbrasil.com.br/artigos/142854246/voto-e-um-direito-de-cidadania