Tema: Os efeitos da polarização política para a sociedade brasileira no século XXI
Exemplo de redação sobre este tema.
Repertório sociocultural sobre este tema.
- Proposta ENEM:
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema "Os efeitos da polarização política para a sociedade brasileira no século XXI", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
- Proposta VESTIBULARES:
Escreva um texto dissertativo-argumentativo em prosa, posicionando-se acerca do tema:
"O que levou à eclosão de discursos políticos extremistas no Brasil do século XXI?"
- Proposta GÊNEROS:
Suponha que você seja um articulista de um jornal de circulação nacional e escreva um artigo de opinião acerca do tema:
"O que levou à eclosão de discursos políticos extremistas no Brasil do século XXI?
Texto I:

Texto II:
Pesquisa mostra que, para 32% dos brasileiros, não vale a pena conversar com quem tem visão diferente.
A polarização política no Brasil atingiu nível de intolerância que supera a média de 27 países, mostra pesquisa do Instituto Ipsos. Para 32% dos brasileiros não vale a pena tentar conversar com pessoas que tenham visões políticas diferentes das suas, diz o levantamento, que ouviu 19,7 mil pessoas. O índice nacional só ficou atrás do da Índia (35%) e da África do Sul (33%) e superou a média de todos os países, de 24%. A dificuldade dos brasileiros em aceitar diferenças político-partidárias se reflete nas relações pessoais. "Não estamos estimulados a debater política e, quando isso acontece, vira uma discussão entre tribos que trabalham não com argumentos, mas com ataques ao que é diferente. Vira um ambiente de Fla-Flu", diz o cientista político Kleber Carrilho.
Radicalismo político no Brasil supera média global
Na prática, o nível de intolerância nas discussões políticas afeta as diversas relações pessoais, sejam as familiares, as profissionais e as interações nas redes sociais, reportam Bianca Gomes, Carla Bridi e Matheus Lara.
A pesquisa do Ipsos foi realizada com 19,7 mil entrevistados entre 16 e 64 anos nos países em que o instituto atua. Os cerca de mil brasileiros são majoritariamente pessoas de centros urbanos, com salário e nível educacional superior à média nacional.
Em outra pergunta feita aos participantes, 40% dos brasileiros disseram que se sentem mais confortáveis junto de pessoas que têm pensamentos similares. O índice é de 42% levando-se em conta os 27 países. A visão crítica de brasileiros a respeito de quem pensa diferente também foi ligeiramente acima da média geral quando o assunto foi o futuro do país e as razões de suas escolhas. Para 31%, aqueles com visão política diferente das suas não ligam de verdade para o futuro do Brasil. A média geral é 29%. 39% dos brasileiros concordaram com a frase "quem tem visão política diferente de mim foi enganado" - dois pontos porcentuais a mais que a média. (...) (O Estado de S. Paulo).
Texto III:
Intolerância política: o desafio de conviver com as divergências
reportagem | GABRIELA DA SILVA e KELLY BETINA
Até a intolerância tem o seu lado positivo. Não tolerar a corrupção, mentiras, injustiça, desigualdade, faz parte de um movimento em favor da sociedade. A falta de tolerância encontra o lado negro da força quando se fixa na negação da existência do outro, quando falta a capacidade de lidar com diferentes modos de pensar. Fã de História e política, o microempresário José Moacir Linhar, 60 anos, gosta de expor seu ponto de vista quando se trata de falar sobre o momento que o Brasil vive atualmente. "A política tem que ser discutida. Se a gente deixar que outras pessoas a discutam pela gente, vamos estar às margens (...) Muitas pessoas não discutem política e elas ficam reproduzindo frases de outras pessoas sem buscar conhecimento", observa. Defender sua opinião, porém, nem sempre significa conquistar novos amigos. Pelo contrário. Por conta de divergências de pensamento político, Linhar conta que um conhecido chegou a ofendê-lo dentro de um supermercado e hoje desvia na rua para evitar conversa.
"Ele se achava no direito de dizer as coisas, virar as costas e não ouvir minha resposta. Tanto que na última vez, na nossa discussão, ele disse um monte de coisas, falou mal, me ofendeu, e eu disse para ele que jamais deveria dirigir a palavra a mim se não pudesse me ouvir", recorda. Na Internet, o microempresário também já foi "excluído" por expressar suas ideias ou responder a postagens de outros usuários nas redes sociais. "Tem pessoas que agradecem, mas tem pessoas que ficam brabas. E eu já disse: se não gostar da minha opinião, se não compartilhar, se não quiser ter uma discussão limpa, então pode me excluir. Quando as pessoas só criticam e não apresentam solução, então é melhor que não façam parte do meu grupo", opina.
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